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PRIMEIRA RODADA DE NEGOCIAÇÃO SALARIAL TERMINA SEM CONSENSO.

05/06/2023 – 14h52.

PATRÕES CRIAM IMPASSE E DIREITOS DOS TRABALHADORES FICAM AMEAÇADOS.

A primeira rodada de negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2023/2025 da categoria no Estado do Rio de Janeiro realizada na última nesta sexta-feira (02/06) na sede do sindicato patronal (SINDESTADO-RJ), terminou sem acordo.

A CCT vai determinar o índice de aumento dos salários e demais benefícios, bem como as regras e condições de trabalho para os empregados dos postos de combustíveis e lojas de conveniência do Estado do Rio de Janeiro.

Participaram da reunião de negociação representantes do Sinpospetro Campos dos Goytacazes RJ e Região, Sinpospetro RJ, Sinpospetro Niterói e do sindicato patronal.

Nessa primeira reunião, sem nenhuma contraproposta às reivindicações enviadas pelos representantes dos trabalhadores, o Sindestado-RJ (patronal) suspendeu as negociações até julho/2023, para que seja levado à base a questão da negociação conjunta  e a manutenção das cláusulas da atual convenção coletiva.

A data-base da categoria foi mantida em 1º de Junhoo que significa que o reajuste nos salários e benefícios deverá ser pago de forma retroativa a esta data, independentemente de quando as negociações sejam concluídas, mas os benefícios estabelecidos na Convenção Coletiva atual, por ora, serão mantidos somente até a próxima reunião, que será realizada no dia 04 de julho às 14h  na sede do Sindestado-RJ em Niterói.

Para o presidente do Sinpospetro Campos dos Goytacazes RJ e Região, Valdeci Dias Guimarães “nesse momento precisamos unir esforços para nos fortalecer, a mobilização de todos os trabalhadores da categoria será determinante para que não percamos os direitos que com muita luta e trabalho já conquistamos até aqui e para o avanço nas negociações”.

Os sindicatos dos trabalhadores de Campos dos Goytacazes e Região, Niterói e do Rio de Janeiro  reivindicam aumento real  nos salários, vale-alimentação de R$ 450,00 por mês, ticket refeição no valor de R$ 20,00 por dia trabalhado, abono no valor de um piso salarial, entre outras reivindicações por melhores condições de trabalho.